AGENTES DOPAMINÉRGICOS NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM DISFUNÇÃO ERÉTIL

RESUMO
Pesquisas apontam que até 2025 vai haver cerca de 322 milhões de homens com disfunção erétil (DE) em todo o mundo e que ocorrerá também maior incremento de casos em países que estão em desenvolvimento, como é o caso da África e os países da América Latina. O Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos da América (EUA) define a DE como a incapacidade persistente para atingir e manter a ereção peniana de maneira suficiente para o intercurso sexual satisfatório. A nomenclatura “disfunção erétil” foi adotada a fim de substituir a impotência masculina, pois tal expressão tem conotação estigmatizante. Então, este artigo tem por objetivo analisar o papel da dopamina em mecanismos de ereção e sua importância para o desenho de drogas pró-eréteis. Os agentes dopaminérgicos têm capacidade para estimular a ereção peniana e tem sido descrita desde 1975 e desde então confirmada através de inumeros estudos. O desenvolvimento da apomorfina SL (agonista dopaminérgico não seletivo) para a melhoraria da função erétil tem representado uma nova abordagem farmacológica para manejo da disfunção erétil usando drogas do SNC. Então a busca por agentes dopaminérgicos D4 seletivos vem sendo explorada por grupos de pesquisa e empresas farmacêuticas.

AUTORES:
Anderson de Souza Teixeira
Celso Alencar Silva Massi Júnior
Paulo Roberto Azevedo de Souza
Plácido Timóteo de Jesus Silva Junior